A palavra “Adolescência” se origina do Latim “Adolescentia”. Apesar de diversas definições, podemos afirmar que a adolescência é uma etapa intermediária do desenvolvimento humano, entre a infância e a fase adulta ou, fase de transição entre a infância e a idade adulta.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) a adolescência é o período dos 10 a 19 anos de idade. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a adolescência é o período entre 15 a 24 anos. Já a legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), considera a adolescência a faixa etária dos 12 anos completos aos 18 anos.

No Brasil, a adolescência é amparada e protegida através da Constituição Federal que declara no art. 227, que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar ao adolescente, como prioridade absoluta o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Quero aqui abrir um parêntese para algumas considerações que julgo pertinente.

Você pode estar pensando, “Nossa! No Brasil os adolescentes vivem muito bem amparados, pois até mesmo na Constituição Federal seus direitos foram garantidos”. Porém, a realidade é outra. Apesar dos adolescentes terem seus direitos assegurados pela Constituição, infelizmente ainda presenciamos muitos adolescentes sendo negligenciados em seus direitos. Muitos deles estão sendo negligenciados por suas famílias, pela sociedade e também pelo Estado que não garante a efetivação das políticas públicas que lhes garanta o acesso à saúde, educação, cultura, lazer, profissionalização, ou seja, não lhes garante condições de se desenvolverem de forma plena e harmoniosa.

O que temos visto são adolescentes fora da sala de aula, sendo expostos aos mais diversos tipos de violência e exploração, principalmente sexual, tornando-se vulneráveis para serem cooptados pelo mundo do crime, das drogas e da prostituição.

Nós, profissionais da área da saúde, precisamos ficar atentos ao atendermos um adolescente em nossos consultórios. Se durante o atendimento, for detectado que o adolescente está sendo negligenciados em seus direitos, nós temos o dever acionar os órgãos e as instancias responsáveis pela garantia dos direitos, entre eles, Conselho Tutelar, Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Vara Especializada da Infância e Juventude, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Concelhos da Criança e do Adolescente, entre outros.

Feito essas considerações, vamos falar um pouco sobre as principais mudanças que ocorrem na adolescência.

A adolescência é vista pelos estudiosos do desenvolvimento humano como o período de vida em que ocorrem as maiores transformações hormonal, corporal e comportamental.

Transformações no corpo

As alterações hormonais, próprias desta fase, fazem com que o corpo do adolescente sofra grandes transformações. Surge aparecimento de pelos pubianos, nas meninas ocorre a primeira menstruação, crescimento dos seios, enquanto que nos meninos ocorre a mudança na tonalidade da voz, crescimento corporal, crescimento do pênis e testículos, ocorrência de ereção e ejaculação.

Além das mudanças corporais, as alterações hormonais também faz com que ocorram mudanças no humor e no comportamento.

  • Agressividade;
  • tristeza;
  • felicidade;
  • agitação;
  • preguiça.

São comuns neste período.

Nesse período, o adolescente busca liberdade de expressão e de sentimento, apresenta também uma necessidade de identificação e aceitação. É nesse momento que eles normalmente afastam-se da família e aproximam-se dos grupos de amigos que apresentam os mesmo gostos, desejos e interesses.

Nessa fase é importante que os pais entendam as transformações naturais pela qual o adolesceste está passando e procure desenvolver uma relação de amizade, de diálogo, de confiança, de compreensão e de aceitação, visando diminuir os conflitos que são próprios dessa fase.

 

Eunice Teodora dos Santos Crescêncio 
Contato: (65) 99909-5899
Psicóloga Insc. 01705 CRP/18

 

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