Rafaela Páscoa Terapeuta Ocupacional Reabilitacao Therasuit Fortaleza
Rafaela Páscoa - Terapeuta Ocupacional em Fortaleza, é Especialista em Reabilitacao e Utiliza o Método Therasuit.

Olá, hoje falaremos sobre a terapeuta ocupacional, Rafaela Páscoa. Graduada pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, atua na área de reabilitação e habilitação motora de crianças e adultos. Durante os seus 14 anos de formação, fez parte de centros de referência no estado do Piauí e Ceará e da experiência idealizou o seu próprio Centro, o Centro de (Re)Habilitação Integrado – ADAPTRO.

A História de Rafaela Páscoa

Desde criança, tinha o sonho de trabalhar como médica que tratava ossos. Mas, acabou descobrindo que seu desejo era de reabilitar pessoas, esta sim era sua verdadeira vocação.

Determinada, passou a ter paixão pela fisioterapia e até então desconhecia por completo a profissão Terapia Ocupacional. Certo dia, conversando com uma prima que já estava na faculdade, compartilhou o sonho de reabilitar, foi aí que teve seu primeiro contato com a Terapia Ocupacional. Superficialmente a profissão até então desconhecida, foi descrita pela prima, que também sabia muito pouco, mas agora existia uma outra profissão destinada a reabilitação no seu entendimento.

Ao ser aprovada para o curso de Terapia Ocupacional na Universidade de Fortaleza, teve a certeza ainda no primeiro semestre que havia feito a melhor escolha da sua vida. Descobriu que não somente reabilitaria ossos, como também reabilitaria pessoas no seu contexto biopsicossocial.

Em julho de 2002 se forma e afirma não ter dúvidas de que não seria uma profissional feliz se não fosse terapeuta ocupacional, estaria sempre em busca de algo mais que somente a Terapia Ocupacional é capaz de proporcionar.

Deixou a universidade certa de que trabalharia com reabilitação motora, afinal este sempre foi seu grande desejo. Mas, nada saiu como esperava, alguns acontecimentos na vida pessoal a levaram a outros caminhos.

Ainda no mesmo ano, casou engravidou e os planos de uma carreira bem-sucedida foi adiada temporariamente, pois o sonho de ser mãe e constituir uma família sólida tornou-se prioridade naquele momento.

Em 2003, iniciou especialização em Desenvolvimento Infantil pela Universidade Federal do Ceará, e no decorreu do ano outras mudanças impactaram sua vida, depois do nascimento do seu filho veio a separação, e foi a partir daí que começou a trilhar sua história profissional.

Meados de 2004, aceita o convite de uma colega para dividir consultório na cidade de Parnaíba, estado do Piauí. Os primeiros meses foram difíceis, reconhece. Sentia-se insegura por estar recomeçando sua vida pessoal ao mesmo tempo em que construía sua identidade profissional. Contudo, tinha convicção de que a única forma de crescer profissionalmente era não desperdiçar uma única oportunidade, sabia que não bastava passar pelas experiências de trabalho, tinha que amadurecer com cada uma delas e para isso dedicava-se ao máximo e aos poucos foi conquistando seu espaço e reconhecimento.

Sua trajetória profissional teve início na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE, no município de Araioses, Maranhão. Em seguida, na APAE – Parnaíba como voluntaria na área de projetos, e depois de alguns meses com a implantação da clínica foi contratada como terapeuta ocupacional, atuando com crianças com necessidades sensório-motoras, cognitivas, emocionais e sociais e posteriormente assume o cargo de diretora técnica da clínica.

Fez parte da primeira equipe de Equoterapia na cidade de Parnaíba, da parceria entre a Polícia Militar do Piauí – Esquadrão de Polícia Montada e APAE. Atuou na reabilitação de pessoas com problemas psicossociais em Hospital Dia e CAPS – AD, Além de atuar na prática de puericultura na Maternidade Marques Bastos. Ao voltar para o Ceará, atuou com saúde do trabalhador, aconselhamento pré-teste e pós-teste em doenças sexualmente transmissíveis como HIV/AIDS e em serviço de oncologia, no CRIO, Hospital de referência em assistência em oncologia na cidade de Fortaleza.

Acredita que o profissional não pode se limitar e nem se fechar as oportunidades, nunca impôs limites quanto a idade, diagnóstico clínico ou mesmo em que área atuaria. O profissional constrói sua história, exercendo da melhor maneira possível sua profissão, mesmo que não seja sua paixão, afirma!

Em janeiro de 2010 foi contratada pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, precisamente no Núcleo de Atenção Médica Integrado – NAMI,  foi segundo ela a contratação mais sublime, finalmente tem a oportunidade de atuar na sua área de maior paixão, reabilitação motora, além de realizar atendimentos a idosos e a pessoas com transtornos mentais. Considera o tempo que passou lá ,como o seu grande marco enquanto terapeuta ocupacional, estava sempre cercada por alunos e professores e isso a fez crescer muito profissionalmente, cita.

Diz sentir-se feliz por ser a profissional que é, espelha-se em si mesma, tentando a cada dia ser uma profissional melhor, superar-se é a sua maior preocupação, pois tem que ser fonte de inspiração para os que são tratados por ela e para todos que a acompanham profissionalmente. Independentemente da idade ou classe social está sempre disposta a acolher, sabe que existem ali pessoas precisando do seu melhor enquanto profissional. Une em seus atendimentos conhecimento teórico-prático, muito amor pelo que faz, amor ao próximo, raciocínio clinico e determinação.

Conta que é uma profissional muito prática e que seu corpo é seu melhor instrumento de trabalho. Por este motivo, seu maior medo é tornar-se uma profissional medíocre, pois sabe das limitações físicas que uma hora surgirão, e não suportaria passar os últimos anos da sua vida fazendo de conta até que chegasse o dia da aposentadoria.

Sempre buscou conhecimento em cursos que fundamentam sua prática profissional, dedicou-se menos em especializações e mestrados, pois sua necessidade é no agora, no que seus pacientes precisam para hoje. Dedica sua forca física e seus esforços a prática terapêutica e sabe que chegará o dia de registrar em papel o que um dia praticou. Sente que teorizar agora seria o mesmo que antecipar sua aposentadoria.

Amanhã me realizarei de outra maneira, teorizando, vendo profissionais fazendo um o pouco do que um dia fiz!

Da soma entre o medo de não ser útil e da experiência com equipes multiprofissionais, surge o desejo de ter um espaço com características peculiares, o Centro de (Re)Habilitação Integrado – ADAPTRO.

A clínica ADAPTRO é definido por sua idealizadora como um projeto de Deus para sua vida, não é apenas um espaço físico, declara! Admite que jamais pensaria algo na dimensão do

Projeto ADAPTRO. Fala sobre o assunto com muita honra e motivação.

A marca ADAPTRO já existe há algum tempo, surgiu da necessidade em registrar produtos de tecnologia assistiva e recursos terapêuticos  confeccionados por ela e traduz os termos Adaptações Terapêuticas, Recursos e Opções, anteriormente limitado as criações terapêuticas.

Em 2014, ela passa a ser conhecida como clínica ADAPTRO – Centro de (Re)Habilitação Integrado. Oficialmente inaugurado em setembro de 2015 e destinado a oferecer serviços de educação, saúde e bem estar.

Dos desafios o maior está sendo hoje, enfrentar o caos econômico iniciando um negócio e encontrar os aliados certos, é sem dúvida a sua maior dificuldade. Quando ainda na faculdade era constantemente desestimulada por profissionais de Terapia Ocupacional que sempre lamentavam a falta de oportunidade, reconhecimento e remuneração. Tinha tudo para desistir com tantos depoimentos descontentes assegura e reafirma: o profissional é responsável por construir sua história! Estes nunca foram desafios para ela.

Segundo Rafaela ainda precisamos olhar mais para as necessidades do outro. É duro escutar de pais desesperados, oferecendo sua própria mão de obra, em troca de assistência a seu filho.

A reabilitação é algo que tem que nascer primeiro no coração de quem a faz, acreditar é preciso, diz ela e demonstra tristeza com instituições e profissionais que colocam como prioridade o valor financeiro de suas especialidades, outros ainda desacreditam no poder da reabilitação. Assegura, que profissionais bons usam de conhecimento técnicos e tratam, os excelentes usam de conhecimento técnico, mas antes de tudo usam do amor ao próximo, de compaixão e da vontade para ser agente de mudança na vida de um ser humano.

Almeja ter na ADAPTRO, uma equipe dedicada, que ama, profissionais comprometidos com o seu fazer e focados na recuperação do outro. Luta incansavelmente para oferecer um serviço de qualidade, sempre buscando recursos que traga novas possibilidades, isto motiva, facilita ações e promove a qualidade nos atendimentos e na vida dos usuários.

FINALIZA DIZENDO:

É muito bom fazer o que amamos, eu amo minha profissão! E a clínica ADAPTRO surgiu desse amor. Tem sido difícil o que tenho tido que enfrentar, coisas que nem valem a pena citar! Mas, seguirei firme, porque o bem sempre vencerá o mal!

Para contato com a Rafaela Páscoa, Terapeuta Ocupacional Clique aqui.

 

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